Prémio Nobel da Literatura 2012

Haruki Murakami está ocupando o 1º lugar no ranking das apostas para o Prémio Nobel da Literatura 2012.

ImagemUm dos mais populares escritores japoneses, Haruki Murakami nasceu em Kyoto em 1949. Cresceu em Kobe, cidade portuária que lhe rendeu uma visão de mundo cosmopolita, um dos pilares de sua obra. Seus dias de universidade foram caóticos e intensos, incluindo uma participação ativa nos protestos contra a guerra do Vietnã. Formou-se em dramaturgia clássica no Departamento de Literatura da Universidade de Waseda. Pouco depois, montou um bar em Kokubunji, Tóquio (1974 a 1981), sobre o qual diria mais tarde: “Tudo que preciso saber na vida aprendi no meu bar de jazz.” Nesse período, publicou seus dois primeiros livros: Hear the Wind Sings (1979) e Pinball1973 (1980).

Depois viriam Caçando carneiros (1982), publicado no Brasil pela Estação Liberdade em 2001; Hard-boiled Wonderland and the End of the World (1985), que lhe rendeu o prestigioso Prêmio Tanizaki; Norwegian wodd (1987), com mais de 20 milhões de cópias vendidas em um ano, e, em seguida, Dance Dance Dance (1988), entre outras obras. Seus livros de ficção mais recentes são After the quake (2000) e Kafka on the shore (2002). Em 1996, Murakami recebeu o Prêmio Literário Yomiuri, prêmio já concedido a importantes nomes da literatura japonesa, como Kenzaburo Oe, Kobo Abe e Yukio Mishima.

Suas maiores influências literárias são Raymond Chandler, Kurt Vonnegut e Richard Brautigan. Paralelamente à atividade de escritor, traduziu para o japonês autores como F. Scott Fitzgerald, John Irving, Tim O´Brien, Truman Capote e Paul Theroux. Após morar alguns anos na Europa e nos Estados Unidos, Murakami voltou ao Japão e atualmente vive nas proximidades de Tóquio.

“Éramos muito parecidos, Sumire e eu. Para nós os dois, devorar livros era tão natural como respirar. Aproveitávamos todos os momentos livres para nos sentarmos sossegados a um canto, a virar interminavelmente as páginas, umas atrás das outras.”

Haruki Murakami, in “Sputnik, Meu Amor”

Para ver o ranking do Prêmio Nobel de Literatura, clique aqui.

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Reunião Pré-Orwell

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No dia 31 de agosto – sexta-feira – às 19h (local a definir) será realizada uma reunião informal para esclarecermos dúvidas sobre o funcionamento do Clube, agregar ideias, pensar em maneiras de consolidação do Clube até a chegada da Feira do Livro de Pelotas para podermos participar mais ativamente do evento, conhecer pessoas, tomar mate e café, e qualquer outra coisa que a gente queira discutir ;)

Confirme presença no evento e participe!

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1984 – Livro em PDF

Para quem não tem o livro da vez, estamos disponibilizando-o em formato PDF. É só clicar e baixar para o seu computador.

Boa leitura!

George Orwell – 1984

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Livro da vez: 1984

ImagemOlá pessoal! Foi escolhido por votação em nossa página no Facebook Clube do Livro de Satolep a obra 1984, de George Orwell. Muito em breve serão divulgados data e local de nosso encontro.

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Sugestão: clássicos da Literatura

Como definir o que é um clássico da literatura? essa discussão pretendo deixar para um encontro do Clube, mas listo aqui três livros que na minha concepção estão incluídos nos clássicos, e que em algum momento será muito proveitoso discutir.

ImagemUm Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens : foi lançado em 1859 e trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. A principal fonte para Dickens escrever o livro com fundo histórico é The French Revolution (A Revolução Francesa), de Thomas Carlyle. A narrativa é extrarodinariamente dependente da correspondência como meio de avançar o fluxo de acontecimentos, e apesar de não ser uma obra epistemológica, percebe-se rapidamente que a troca de correspondências forma um centro impulsionador para a maior parte do desenvolvimento da narrativa. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da Independência americana até o meio do período da Revolução francesa.

Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, foi publicado em 1925. Passa-se durante um único dia, no qual Mrs. Dalloway prepara uma recepção em sua casa, na ImagemInglaterra pós-primeira guerra mundial. Ao longo do dia, o romance acompanha as atividades e, principalmente, os pensamentos de algumas pessoas cujas vidas de algum modo se relacionam com Clarissa (Mrs.) Dalloway e sua festa.
Esse romance ficou conhecido pelo filme As Horas, baseado na obra homônima de Michael Cunningham. Ele conta várias histórias, mescla a vida da própria autora numa personagem e coloca algumas particularidades de Mrs. Dalloway numa dessas histórias – são nesses casos que sugiro um encontro misturando livros com filmes ;).

ImagemO Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. O romance, de forte cariz estético, conta a história fictícia de um homem jovem chamado Dorian Gray na Inglaterra aristocrática e hedonista do século XIX, que torna-se modelo para uma pintura do artista Basil Hallward. Dorian tornou-se não apenas modelo de Basil pela sua beleza física (um “Adônis que se diria feito de marfim e pétalas de rosa”), mas também tornou-se uma fonte de inspiração para outras obras e, implicitamente no texto, uma paixão platônica por parte do pintor. Mas o seu retrato, que Basil não quer expôr por ter colocado “muito de mim mesmo”, foi sua grande obra-prima.

E então? Alguém já leu algum dos livros? Tem vontade de debater em algum dos encontros? :)

|As resenhas foram retiradas parcialmente da Wikipédia|

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Escolha do 1° livro

Em breve divulgaremos a data e local do 1° encontro do Clube do Livro de Satolep, e o livro a ser lido! Se você não tem o livro, mande um e-mail que tentaremos achar uma solução :)
A escolha do livro se dará até o dia 15 de agosto. Acompanhe pelo facebook!

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Centenário de Jorge Amado

Se estivesse vivo, Jorge Amado completaria 100 anos em 2012. Falta pouco, portanto, para o centenário que transformará o ano que vem no ano do escritor baiano. As celebrações estão sendo planejadas desde já e envolvem filmes, debates, exposições, além de edições especiais da obra do autor.

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Dos quase quarenta livros escritos pelo autor, Capitães da Areia, lançado em 1937, é talvez o romance mais influente. Tornou-se um best-seller, tendo vendido mais de 5 milhões de exemplares até hoje, e faz parte das listas de leitura obrigatória dos principais vestibulares do país e dos colégios de ensino fundamental e ensino médio. O livro conta a comovente história dos meninos pobres que moram num trapiche abandonado em Salvador e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito. A partir de outubro, o filme Capitães da Areia, dirigido por Cecília Amado, neta do escritor, estreia nas principais salas de cinema do Brasil.

Esta é a página comemorativa oficial do Centenário de Jorge Amado

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Sejam bem-vindos!

Hoje nasceu o Clube do Livro de Satolep. Tenho esperanças de que consigamos incentivar cada vez mais as pessoas a não terem medo dos livros, e além disso, que ao ler desenvolvam o senso crítico necessário para se posicionarem, se encontrarem nas linhas e nas palavras. Nosso objetivo aqui não é formar intelectuais; é mais do que isso: é viajar pelo mundo literário sem preconceitos e formar, isso sim, novos leitores. Boa viagem a todos nós!

Isis Araújo

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50 anos sem Hermann

“Só para loucos”. Assim começa o autobiográfico O Lobo da Estepe, obra de Hermann Hesse, que trata de assuntos polêmicos para a época, como drogas e o “amor livre”. É sobre Harry Haller, homem solitário de 50 anos que busca encontrar-se consigo mesmo.
Mas não é só de lobo da estepe que é feita a literatura de Hesse. Demian, considerado seu livro mais conhecido, foi publicado em 1919 – a obra apresenta as influências da filosofia nietzscheana e das teorias psicanalíticas da época.
Outro trabalho que também merece destaque é Sidarta, de 1922. É fruto de uma viagem à Índia, que colocou o autor em contato com a cultura oriental. A história é narrada pelo próprio Buda, contando sobre a busca pela plenitude espiritual.
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Nascido em 1877, em Calw, na Alemanha, Hesse foi contista, poeta, ensaísta, editor e até pintor. Lasch conta que, desde pequeno, o autor teve contato com a literatura mundial, já que o avô materno era editor e possuía uma vasta biblioteca.
Fatos de sua vida, como a fuga do seminário de Maulbronn, também ajudaram a moldar o Hesse escritor. Esse acontecimento culminou numa forte depressão e pensamentos de suicídio – história semelhante ocorre em sua narrativa Debaixo das Rodas.
Os trabalhos missionários na Índia também foram responsáveis por direcionar seus pensamentos – foi seu primeiro contato com a cultura e espiritualidade orientais. A postura pacifista que tinha também é fruto dessas vivências. E foi essa defesa à paz que o obrigou a emigrar para a Suíça, onde viveu até a morte, em 1962.
Os escritos de Hesse combinavam com o pensamento do Movimento Hippie da década de 1960, o que o tornou popular entre os jovens. Por transitar por várias temáticas, Hesse se tornou um dos escritores mais lidos na Alemanha, mesmo tendo sido criticado na sua época. Hoje, ultrapassa as fronteiras germânicas e suíças (onde era naturalizado) e conquista leitores do mundo todo.
Hoje, 50 anos após sua morte, ainda é lembrado em todos os cantos do mundo. Foi Hermann, escritor, Lobo, Hesse. E até hoje ainda há quem vire a página e se depare com a inscrição “Só para loucos”, iniciando a leitura de uma de suas obras.
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