50 anos sem Hermann

“Só para loucos”. Assim começa o autobiográfico O Lobo da Estepe, obra de Hermann Hesse, que trata de assuntos polêmicos para a época, como drogas e o “amor livre”. É sobre Harry Haller, homem solitário de 50 anos que busca encontrar-se consigo mesmo.
Mas não é só de lobo da estepe que é feita a literatura de Hesse. Demian, considerado seu livro mais conhecido, foi publicado em 1919 – a obra apresenta as influências da filosofia nietzscheana e das teorias psicanalíticas da época.
Outro trabalho que também merece destaque é Sidarta, de 1922. É fruto de uma viagem à Índia, que colocou o autor em contato com a cultura oriental. A história é narrada pelo próprio Buda, contando sobre a busca pela plenitude espiritual.
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Nascido em 1877, em Calw, na Alemanha, Hesse foi contista, poeta, ensaísta, editor e até pintor. Lasch conta que, desde pequeno, o autor teve contato com a literatura mundial, já que o avô materno era editor e possuía uma vasta biblioteca.
Fatos de sua vida, como a fuga do seminário de Maulbronn, também ajudaram a moldar o Hesse escritor. Esse acontecimento culminou numa forte depressão e pensamentos de suicídio – história semelhante ocorre em sua narrativa Debaixo das Rodas.
Os trabalhos missionários na Índia também foram responsáveis por direcionar seus pensamentos – foi seu primeiro contato com a cultura e espiritualidade orientais. A postura pacifista que tinha também é fruto dessas vivências. E foi essa defesa à paz que o obrigou a emigrar para a Suíça, onde viveu até a morte, em 1962.
Os escritos de Hesse combinavam com o pensamento do Movimento Hippie da década de 1960, o que o tornou popular entre os jovens. Por transitar por várias temáticas, Hesse se tornou um dos escritores mais lidos na Alemanha, mesmo tendo sido criticado na sua época. Hoje, ultrapassa as fronteiras germânicas e suíças (onde era naturalizado) e conquista leitores do mundo todo.
Hoje, 50 anos após sua morte, ainda é lembrado em todos os cantos do mundo. Foi Hermann, escritor, Lobo, Hesse. E até hoje ainda há quem vire a página e se depare com a inscrição “Só para loucos”, iniciando a leitura de uma de suas obras.
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