A Literatura de Cordel

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Por Érica Georgino

De tanto ouvir Roberto Carlos mandar tudo para o inferno, nos versos da canção que dominava as rádios no fim dos anos 1960, o poeta Enéias Tavares dos Santos decidiu que o “rei” havia feito por merecer uma resposta – e do tinhoso em pessoa. Escreveu então o folheto de cordel Carta de Satanás a Roberto Carlos, em que o diabo se dirigia queixoso ao cantor, diretamente da “corte das trevas”. (Um trecho da peça é reproduzido no caixão abaixo.)

Ao reunir realidade e ficção, sátira e bom humor, a conversa franca entre Satanás e seu “grande amigo Roberto” tornou-se um dos maiores sucessos da literatura popular em versos brasileira. Rendeu incontáveis reimpressões e inspirou dezenas de folhetos de outros cordelistas, como Resposta de Roberto Carlos a Satanás, de Manuel d’Almeida Filho, e A Mulher que Rasgou o Travesseiro e Mordeu o Marido Sonhando com Roberto Carlos, de Apolônio Alves dos Santos.

Além da sorte, Enéias Tavares usou a seu favor a astúcia dos grandes cordelistas: conjugou a crendice popular (centrada na figura do diabo) à modernidade do novo ídolo, que estampava capas de revistas e alavancava audiência na televisão ao embalo do iê-iê-iê. O autor soube interpretar um momento de sua época, na mesma toada em que há mais de um século a literatura de cordel retoma tradições e constrói, em forma de poesia, crônicas da sociedade e da política brasileiras.

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Poesia no barbante

Normalmente impresso em livretos de oito, 16 ou 32 páginas, com dimensões que não costumam ultrapassar as da palma da mão, o cordel pode ser encontrado sobretudo no Nordeste, em feiras de grandes capitais (como a de São Cristóvão, no Rio de Janeiro) e em lojas especializadas em produtos nordestinos.

Diferentemente de outras formas de literatura, o cordel é derivado da tradição oral. Isto é, surge da fala comum das pessoas, e também das histórias como contadas por elas, e não como fixadas no papel. “Onde quer que existam populações que não sabem ler nem escrever, existirá poesia oral, conto oral, narrativa oral, porque as pessoas não acham que o analfabetismo pode impedi-las de praticar a poesia e a narrativa. A literatura nasceu oral e foi assim durante milênios. Quando a Ilíada e a Odisseia foram transpostas pela primeira vez para o papel, já tinham séculos de idade”, afirma o escritor Braulio Tavares.

A origem dos cordéis são as cantigas dos trovadores medievais, que comentavam as notícias da época usando versos, que eles próprios cantavam, frequentemente de forma cômica. “Por volta do século 16, ela era praticada na península Ibérica por meio dos trovadores, que recitavam louvações e galanteios para agradar aos poderosos”, diz Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Com o tempo, tais artistas começaram a registrar suas falas em folhas soltas, conhecidas em Portugal como “volantes”, e prendê-las em torno do corpo em barbantes para que as recitassem e, ao mesmo tempo, garantissem as mãos livres para os movimentos.

O verbete “cordel” apareceu apenas em 1881, registrado no dicionário português Caldas Aulete. Era sinônimo de publicação de baixo valor e prestígio, como as que na época eram vendidas penduradas em cordões na porta das livrarias – esses “varais” de literatura logo caíram em desuso, mas o nome prevaleceu. A tradição chegou ao Nordeste do Brasil com os colonizadores portugueses e, ao longo dos séculos, adquiriu características próprias. A forma definitiva, com os livretos, têm pouco mais de 100 anos. Tudo graças a algumas prensas velhas de jornal.

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Improviso feliz

As honras de “pai” da literatura de cordel brasileira cabem ao paraibano Leandro Gomes de Barros, que começou a imprimir livretos e alcançou o mérito, digno de poucos poetas, populares ou não, de sustentar a família apenas com os dividendos das centenas de títulos lançados.

Na virada do século 20, as redações de jornal e as casas tipográficas eram modernizadas: trocavam a composição manual, em que cada palavra era montada na página, letra por letra, por máquinas de linotipo, que aceleravam a impressão ao usar linhas completas de uma só vez.

Assim, o maquinário obsoleto foi descartado por valores ínfimos, para a alegria dos entusiastas do cordel. “Isso fez com que os versos dos poetas populares nordestinos, que até então eram copiados a mão e passados adiante, pudessem ser transformados em produto industrial e comercial, mesmo que em escala modesta”, escreve Braulio Tavares em Contando Histórias em Versos – Poesia e Romanceiro Popular no Brasil. Um dos primeiros cordeis de sucesso foi A Guerra de Canudos, em que o conflito de 1896 e 1897, opondo Antônio Conselheiro ao Exército brasileiro, foi retratado em versos por João Melquíades Ferreira da Silva, que fora soldado naquelas batalhas e se tornaria um grande nome da primeira geração de cordelistas brasileiros.

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A partir da atuação de Leandro Gomes de Barros, surgiram poetas-editores que escreviam e imprimiam seus próprios folhetos, quando não adquiriam também os direitos sobre as obras de terceiros. Um dos principais empresários do setor foi João Martins de Ataíde, que em 1921 obteve licença para republicar as histórias de Barros, inicialmente apresentando-se nos livretos como editor e, num segundo momento, como o próprio autor.

Conforme o cordel se popularizou, as evoluções gráficas vieram pelas mãos dos artistas das gerações seguintes: as capas com textos meramente decorativos aos poucos foram substituídas por imagens de cartão-postal e de estrelas de Hollywood, mais atrativas.

Até que, nos anos 1950, o folheto alcançasse a sua cara definitiva nos desenhos “rústicos” da xilogravura.

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Versão extraoficial

No último século, o teor da literatura de cordel jamais parou de se desenvolver. Os versos não abandonaram o tom matuto, o diálogo do sertanejo com suas crenças, suas percepções e seus dilemas cotidianos, embora ao longo das décadas a realidade do povo nordestino mudasse e muitos autores e leitores partissem, em ondas migratórias, para o centro-sul do país. “O cordel se revelou uma fonte de ‘história não oficial’ do século 20, narrada pelos poetas do Nordeste”, diz Mark J. Curran, professor da Universidade do Estado do Arizona e autor de livros como Retrato do Brasil em Cordel.

Segundo o pesquisador americano, os folhetos cumpriram o papel de jornal e novela do povo sertanejo, exerceram a função de ao mesmo tempo informar e entreter, em muitos momentos integrando à vida nacional populações que ainda não haviam sido atendidas pelos serviços tradicionais de comunicação. E é por isso que os mais diferentes episódios e personagens foram transportados para a crônica cordeliana, dos desastres naturais aos embates ideológicos, de figuras como Getúlio Vargas, Lampião e Padre Cícero a Roberto Carlos.

Atualmente, pesquisadores concordam que o gênero se fortalece pelas facilidades de impressão e distribuição dos exemplares, somadas ao poder de divulgação da internet.
E isso sem falar no prestígio que escritores como Jorge Amado, João Guimarães Rosa e Ariano Suassuna conferiram (e ainda conferem) à tradição, por terem emprestado da literatura de cordel inspiração para seus universos criativos.

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Do sertão a Sorbonne

Gênero virou tema da academia

Entre as principais características da literatura de cordel brasileira estão a imensa variedade de temas abordados e a produção intensa – Joseph Maria Luyten, holandês radicado no Brasil, foi um dos poucos pesquisadores que se arriscaram a fazer uma estimativa. Durante sua trajetória acadêmica, calculou que os cordelistas nacionais teriam publicado entre 30 e 40 mil livretos e chegou a falar em 100 mil títulos. O volume de folhetos foi suficiente para que, nos anos 1970, o brasilianista Raymond Cantel considerasse nosso cordel “o mais importante, no sentido quantitativo, entre as literaturas populares do mundo”. Autoridade internacional no tema, Cantel aterrissou no país nos anos 1950 para pesquisas de campo, tornou-se um dedicado colecionador das histórias e introduziu seu estudo na Universidade de Sorbonne, em Paris.

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Quem deu a Israel o direito de negar todos os direitos?

por Eduardo Galeano

Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.

São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina.Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.

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Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa.

Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros.

Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?

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O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.

E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro?

 

Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade.

Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia.

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800 anos de Língua Portuguesa

A Língua Portuguesa comemora hoje 800 anos de registro oficial. O testamento de D. Afonso II é considerado o texto inicial da língua portuguesa. Embora essa datação não seja de senso comum, pois existem outros textos que reivindicam a mesma proeza, é o que reúne mais consenso, e para o qual existe uma data de redação mais provável, dia 27 de junho de 1214. O documento régio marca a primeira utilização conhecida do Português como língua oficial, atualmente falada por quase 250 milhões de pessoas em todo o mundo.

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1214 Junho 27

Testamento de D. Afonso II.
Existem dois exemplares deste testamento, a cópia que foi enviada ao arcebispo de Braga e aquela que foi enviada ao arcebispo de Santiago.

linha 1
En’o nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temëte o dia de mia morte, a saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e de me(us) uassalos e de todo meu reino fiz mia mãda p(er) q(ue) de

linha 2
pos mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas aq(ue)las cousas q(ue) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia. P(ri)meiram(en)te mãdo q(ue) meu filio infante don Sancho q(ue) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz.
E ssi este for

linha 3
morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuuermos agia’o.”

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70 anos do príncipe que cativou o mundo

Há 70 anos, um icônico personagem da literatura francesa segue na memória afetiva de crianças e adultos ao redor do mundo.
O menino loiro do clássico O Pequeno Príncipe se tornou um dos septuagenários mais famosos do mundo!

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O Pequeno Príncipe é um fenômeno literário: Definida pelo filósofo alemão Martin Heidegger como uma das maiores obras existencialistas do século 20, O Pequeno Príncipe é um dos livros mais traduzidos do mundo, do francês para mais de 250 línguas e dialetos e vende quase 2 milhões de cópias anualmente, mesmo 7 décadas depois de seu lançamento. Inspirou peças, filmes e até um museu japonês.

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Seu autor, Antoine de Saint-Exupéry, escreveu e lançou a obra enquanto estava exilado em Nova York. Exupéry, assim como um dos personagens do livro, também foi piloto. No final da década de 1920, o francês, que ficou conhecido como “o poeta da aviação”, foi designado para trabalhar em Buenos Aires e chegou a pousar algumas vezes no Brasil.

Sua vida inspirou muitos trechos do livro. Ele havia se mudado com a mulher Consuelo depois que a França foi invadida pelos nazistas, mas nunca aprendeu a falar inglês; ele também se perdeu no deserto como o príncipe da fábula, e muitos personagens são baseados em pessoas reais – a rosa, por exemplo, é um retrato de sua mulher: caprichosa, vaidosa, e facilmente irritável.

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O pequeno príncipe nasceu muito antes de virar livro. Referências a ele foram encontradas em muitas anotações e correspondências do autor. Dizem que certa vez, ao rascunhar a figura de um garoto em uma toalha de restaurante, um amigo perguntou o que desenhava, a que Exupéry respondeu: “Apenas o garoto que existe em meu coração.”

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“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso.”
Antoine de Saint-Exupéry

 

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Ulysses e o Bloomsday

No dia 16 de junho foi comemorado mais um #Bloomsday. Ou seja, dia dedicado a Leopold Bloom, personagem de “Ulysses”, criado por James Joyce. Bloom vive sua Odisseia em apenas um dia: 16 de junho de 1904, enquanto caminha por Dublin. Uma data tão emblemática que, desde o final dos anos 1920, é feriado na Irlanda.

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Por isso destacamos um trecho icônico desta obra grandiosa que é “Ulysses”.

“Sim ele disse que era uma flor da montanha sim isso somos todas flores um corpo de mulher sim essa foi a única verdade que disse em toda a vida e o sol hoje brilha para ti sim isso foi o que gostei mais porque vi que entendia ou sentia o que é uma mulher e eu sabia que sempre havia de fazer dele o que quisesse e dei-lhe todo o prazer que pude excitando‑o até que me pediu para dizer sim ao princípio eu não quis responder só olhi ao mar ao longe e o céu estava a pensar em tantas as coisas que ele não sabia de Mulvey e do Senhor Stanhope e Hester e do papá e do velho capitão Groves e os marinheiros a brincar aos papagaios e ao eixo e ao lava pratos como lhe chamavam no cais e a sentinela diante da casa do governador com a coisa à volta do capacete branco pobre diabo meio assado e as raparigas espanholas a rir-se com as mantilhas e e os travessões altos e os pregões pela manha os gregos e os judeus e os árabes e não sei quem demónios mais de todos os extremos da Europa e Duke Street e o mercado da criação tudo a cacarejar junto de Larby Sharon e os pobres burros a resvalar meio da dormir à sombra nos degraus e os vagos enrolados nas mantas a dormir à sombra nos degraus das portas e as grandes rodas das carroças dos touros e o velho castelo com milhares de anos sim e aqueles mouros tão bonitos todos de branco e os turbantes como o reis pedindo para nos sentarmos um momentinho nas lojecas e Ronda com as velhas janelas das posadas 2 olhos a espreitar numa gelosia para o amante beijar as grades e as tabernas meio abertas à noite e as castanholas e a noite em que perdemos o barco em Algeciras o guarda‑nocturno a dar voltas por aí sereno com a sua lanterna e oh aquela tremenda profunda corrente oh e o mar o mar carmesim às vezes como fogo e os gloriosos poentes e as figueiras nos jardins da Alameda sim e todas as pequenas ruas estranhas e as casas vermelhas e azuis e amarelas e as roseiras e os jasmins e os gerânios e os cactos e Gibraltar como uma rapariga onde eu era uma Flor das montanhas sim quando pus a rosa nos meus cabelos como usavam as raparigas andalusas ou talvez eu devesse pôr uma vermelha sim e como ele me beijou debaixo da muralha e eu pensei que tanto faz ele como outro e depois pedi‑lhe com os olhos para pedir outra vez sim e depois ele pediu‑me se eu queria sim dizer sim minha flor da montanha e primeiro pus os braços à volta dele sim e puxei‑o para baixo para mim para que pudesse sentir os meus seios todos perfume sim e o coração batia‑lhe como louco e sim eu disse sim eu quero Sim.”

James Joyce: Ulisses. Trad.port., Lisboa, Livros do Brasil, 1989, pp.843‑844.

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Naked Writers

Quando se está iniciando no caminho da criação literária, nem sempre escrever é simples, certo?
A inspiração não vem quando queremos, não sabemos como terminar o texto, nos falta conhecimento técnico, ou simplesmente não sabemos como exercitar a escrita.
Por isso essa página é superlegal: Naked Writers (pode clicar, vai!)

C Lispector.

Um lugar pra te inspirar, pra ajudar a exercitar a criatividade na tua rotina.
Olha só:

“Grupo de criação e escrita que não te oferece soluções mirabolantes, respostas fáceis ou a “grande inspiração que explica todas as coisas”.

Tu sabes: A escrita não se ensina. Para ser um escritor, é preciso antes de tudo ser um leitor voraz e exercitar a construção textual com muito muito amor, vontade e determinação.

O que vais encontrar aqui é: gente bacana que vai te mostrar alguns caminhos, técnicas e discussões – explorando materiais linguísticos, literários e nosso fabuloso cotidiano – para te orientar no teu próprio processo criativo literário.

Este é um lugar de debate, dúvidas e peregrinação, onde se procura tornar cada vez mais perceptível e único o olhar e pensamento de cada um.

E então: vamos causar tempestades na folha em branco?”

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Afinal, o que são Fanzines?

“Do it Yourself” é um termo de origem inglesa que no Brasil ficou conhecido como “faça você mesmo”.

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Clica aqui :D

Fanzine é isso: uma publicação impressa independente. Quem produz pode expressar suas ideias e pensamentos sem restrições, podendo ser políticas, sociais, literárias, histórias em quadrinho, poesias, e não está vinculada (geralmente) a regras ou normas cultas, muito menos a grandes editoras ou gráficas, podendo ser feito por qualquer pessoa, com produção e distribuição de baixo custo.

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O Fanzine nasceu nos Estados Unidos nos anos 30, quando os poetas usavam o material para divulgar suas poesias. No entanto, há vertentes que afirmam que o fanzine no formato como conhecemos hoje surgiu no final da década 70 junto com o movimento punk na Inglaterra.

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O primeiro exemplar de um Fanzine que se tem notícia pode ter sido escrito ao som de Sex Pistols. Essa publicação chamava-se Sniffin’ Glue,  editada em 1976 na cena do punk rock britânico. Nos anos 70 e 80 o Fanzine era instrumento do movimento contracultura e dos punks como forma de divulgar suas ideias sem nenhuma censura.

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Os Fanzines viraram a imprensa alternativa, a solução para uma minoria se manifestar e espalhar por aí uma ideia, um conceito, um estilo de vida que estava longe da mídia mainstream.

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No Brasil, o primeiro Fanzine de que se tem registro é o Ficção, criado por Edson Rontani, em Piracicaba (SP), em 1965. Nesta época usava-se o termo “boletim” para designar as publicações amadoras, e o termo Fanzine só começou a ser usado a partir de meados da década de 70.

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Sem depender de gráficas ou editoras, essas publicações independentes ganharam espaço e se mantém até hoje como uma forma de mostrar trabalhos, textos, reportagens, quadrinhos. Muitos desenhistas e roteiristas iniciantes utilizam os fanzines para mostrar o que fazem, seja entre amigos e outros fanzineiros ou em grandes eventos, onde centenas dessas revistas são trocadas, vendidas e admiradas.

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Já pensou em fazer o seu próprio Fanzine?

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Antes de começar a produção é preciso se perguntar: “do que meu Fanzine vai falar?” Vai ser uma HQ? Vão ser apenas textos sem imagens? Vai ser um informativo? Um Fanzine pode abordar vários temas a mesmo tempo, mas de uma forma geral ele precisa ter um foco, uma idéia central. Por exemplo: pode ser uma publicação com resenhas dos filmes que mais marcaram a sua vida.

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Depois, é preciso escolher o formato do seu “zine”. Se você optar por fazer um zine “formatinho”, pode fazê-lo apenas dobrando uma folha sulfite. Para um zine maior, agrupe mais folhas, ou arranje uma folha bem grande.

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Vamos fazer um Fanzine?

“Bicho,
quero fazer um fanzine maneiro
com uns desenhos legais,
distribuir pelos quintais,
por aí, sem parar,
até o sulfite da escola acabar.

Vou por
Fotos e versos de vários artistas:
Árcades à concretistas.

Me dê sua mão.
Tó um exemplar!
Não pague nada, é de coração.

Zine,
preto no branco xerocopiado,
com nosso nome grafado
revolução conceitual
que rasgaram sem ler
Tudo é tão triste…

Se foi,
O sonho utópico, o grão libertário…
Para gaiola do canário.”

Rafael Castro

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Feliz Aniversário, Bolaño.

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“Um dos balconistas era um farmacêutico quase adolescente, extremamente magro e de olhos grandes, que de noite, quando a farmácia estava de plantão, sempre lia um livro. Uma noite Amalfitano perguntou a ele, para dizer alguma coisa enquanto o jovem procurava nas prateleiras, de que livros gostava e que livro era o que estava lendo naquele momento. O farmacêutico respondeu, sem se virar, que gostava de livros do tipo A metamorfose, Bartleby, Um coração simples, Um conto de Natal. Depois disse que estava lendo Bonequinha de luxo, de Capote. Sem considerar que Um coração simples e Um conto de Natal eram, como o nome deste último indicava, contos e não livros, era revelador o gosto daquele jovem farmacêutico ilustrado, que preferia claramente, sem discussão, a obra menor à obra maior. Escolhia A metamorfose em vez de O processo, escolhia Bartleby em vez de Moby Dick, escolhia Um coração simples em vez de Bouvard e Pécuchet, e Um conto de Natal em vez de Um conto de duas cidades ou de As aventuras do sr. Pickwick. Que triste paradoxo, pensou Amalfitano. Nem mais os farmacêuticos ilustrados se atrevem a grandes obras, imperfeitas, torrenciais, as que abrem caminhos no desconhecido. Escolhem os exercícios perfeitos dos grandes mestres. Ou o que dá na mesma: querem ver os grandes mestres em sessões de treino de esgrima, mas não querem saber dos combates de verdade, nos quais os grandes mestres lutam contra aquilo, esse aquilo que atemoriza a todos nós, esse aquilo que acovarda e põe na defensiva, e há sangue e ferimentos mortais e fetidez.”

Trecho de 2666, último livro publicado de Roberto Bolaño.

* Bolaño (28 de abril de 1953 — 15 de julho de 2003) foi um escritor chileno que ganhou reconhecimento por seu romance ‘Os Detetives Selvagens’, que ele descreveu como uma carta de amor à sua geração. Foi considerado por seus pares o mais importante autor latino-americano de seu tempo .

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Índios

“Em 1492, os nativos descobriram que eram índios,
descobriram que viviam na América,
descobriram que estavam nus,
descobriram que deviam obediência a um rei e a uma rainha de outro mundo,
e a um deus de outro céu,
e que esse deus havia inventado a culpa e o vestido,
e havia mandado que fora queimado vivo quem adorava ao sol
e a lua
e a terra
e a chuva que a molha.”
– Eduardo Galeano

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Dia da poesia

Feliz  #diadapoesia com Angélica Freitas, nossa poeta pelotense :) 

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Micro-ondas
“explicar o brasil a um extraterrestre:
tua cara numa bandeira. te saberiam líder
e te dariam cabo: parte suja
da conquista.
mas já foi, de outra maneira: vista aérea
da amazônia, vinte e tantas
hidrelétricas
pros teus ovos fritos no micro-ondas.
e te dariam cabo: parte certa
da conquista.
e se vieram mesmo
pra conhecer as cataratas?
ou pra aprender com a nata
como se faz uma democracia?
as naves tapam o céu completamente.
todos os escritórios
e todas as lojas de comidas rápidas
decretam fim de expediente.
baratas e ratos
fugiram antes.
é natal, carnaval, páscoa
nossa senhora aparecida e juízo final
tudo ao mesmo tempo.
amantes se comem pela última vez.
caixas eletrônicos vomitam a seco.
o supermercado era um cemitério!
os shoppings, os engarrafamentos!
explicar o casamento igualitário
a uma iguana, explicar
alianças políticas a um gato, explicar
mudanças climáticas
a uma tartaruga de aquário.
já está. agora espera.
toma um activia.
mora na filosofia. imagina!
num país tropical. péssimo!
não rio mais. trágico!
piores que gafanhotos
suas maravilhas hidrelétricas serão
vistas, em chamas, de sírius:
“o meu país era uma pamonha
que um alien esfomeado
pôs no micro-ondas.”
queime-se.
é um epitáfio possível.”

Angélica Freitas, 2012.

 

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7 de janeiro é comemorado o Dia do Leitor: Por quê?

81aae5418f1f8cd637169281d0d4915a10Comemoração Brasileira, surgida a partir do aniversário do jornal cearense “O Povo”, que foi fundado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista brasileiro Demócrito Rocha.  Dentista, funcionário dos Correios e telégrafos, intelectual, deputado federal e jornalista combativo, fundou, em 1929, o órgão literário Maracajá, tido na terra de Alencar como a “revista literária que o paladino e trincheira do movimento modernista no Ceará”.Quando Demócrito Rocha fundou o jornal diário O Povo, que se transformaria numa espécie de cartão de visita do Ceará, o Maracajá passou a circular como um dos seus suplementos. Por um lado, O Povo combatia os “desregramentos políticos da época”, e por outro, o Maracajá abrigava a produção dos poetas e intelectuais da terra, onde o próprio Demócrito Rocha publicou a maioria de seus poemas, curiosamente sempre assinados com o pseudônimo de Antônio Garrido.

Poesia de forte cunho telúrico, senão regionalista, para quem praticou tal arte pelo final da década de 20, a ousadia do poeta se revela nos seus versos livres, com uma dicção discursiva e vocabulário numa mistura de requinte e simplicidade. Lamentam ainda hoje os cearenses que a obra poética de Demócrito Rocha não tenha sido recolhida em livro, em edição sistemática e estudo analítico. Pelo menos um de seus poemas, O Rio Jaguaribe, ganhou foros de imortalidade, aparecendo em várias antologias.
Demócrito Rocha pertenceu à Academia Cearense de Letras, e morreu em Fortaleza no dia 29 de novembro de 1943.

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Dia Nacional do Livro

O dia 29 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Livro em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 1810. Até então não tínhamos autonomia editorial, sendo o Brasil interligado diretamente à Real Biblioteca Portuguesa. Só a partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil.

ImagemO primeiro livro publicado aqui foi “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga (leia mais sobre ele clicando aqui), mas nessa época, a imprensa sofria a censura do Imperador. A imprensa brasileira de então não era sinônimo de liberdade ou de manifestação da opinião pública. Era proibida a impressão fora das oficinas da corte e publicava-se apenas o que era autorizado: o que não ofendia o Estado, a religião, os costumes.

A partir da Imprensa Régia foi publicado o primeiro jornal brasileiro, a Gazeta do Rio de Janeiro e também o primeiro livro, Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga. Depois de revogada – em 1821- a proibição de imprimir, multiplicaram-se os jornais, folhetos, revistas. Surgiu a primeira revista, As variedades ou ensaios de literatura.

Os irmãos Laemmert e Garnier

O Brasil desta época vivia sob forte influência cultural da França. Nesse contexto dois nomes se destacam e têm extrema Imagemimportância para a cultura livresca do país: Laemmert e Garnier. Eram duas casas editoras que importavam muitos livros franceses para uma elite rica e culta. Enquanto essa pequena parcela gozava da mais refinada cultura, o restante dos brasileiros, cerca de 84% da população, não sabia ler.

Eduard Laemmert e seu irmão Heinrich, além de fundar a Livraria Universal, logo passaram a editar livros e inauguraram a Typographia Universal. Os negócios com livros prosperavam. Almanaques, clássicos da literatura, dicionários, coleções, obras técnicas e acadêmicas; os irmãos Laemmert foram responsáveis pelas primeiras publicações da qualidade do Brasil.

Ao lado dos irmãos Laemmert, dividia o mecado de livros a livraria Garnier, de seu fundador e editor, Baptiste Louis Garnier. Garnier editou clássicos estrangeiros e foi um dos primeiros a editar os autores brasileiros. Foi responsável também pelo lançamento de romancistas brasileiros, como José Veríssimo, Olavo Bilac, Artur Azevedo, Bernardo Guimarães, Silvio Romero, João do Rio, Joaquim Nabuco.

Enquanto Laemmert editava publicações populares e manuais, em parque tipográfico situado à rua dos Inválidos, Garnier sofria uma certa discriminação por enviar para Paris as obras que fosse editar. Além de sua política de compra definitiva dos direitos, Garnier, era, também por isso, visto com um editor às avessas: não incentivava a produção local de livros. Em 1934, Garnier e Laemmert não resistiram ao conturbado período político-econômico do país e à Grande Depressão, tendo encerrado suas atividades neste período.

Em São Paulo

Até o fim do século 19 a atividade editorial em São Paulo girava em torno da Faculdade de Direito de São Paulo, no ImagemLargo São Francisco. Em 1860, o panorama começou a mudar quando a Garnier abriu uma filial na cidade, com um antigo funcionário na direção do estabelecimento, Anatole Louis Garraux. Além de livros a Casa Garraux passou a vender também artigos de papelaria e ficou famosa na cidade por introduzir o uso do envelope, caixas registradoras e máquinas de calcular – tudo importado.

Frequentada não só por estudantes mas por grandes cafeicultores da elite paulistana, se tornou um ponto de encontro e uma referência na vida cultural da cidade. Foi na Garraux que José Olympio deu início à sua atividade como livreiro. Depois de passar três anos como livreiro, J. Olympio, com sua influência entre os intelectuais, passou a conquistá-los e a editar suas obras. Foi um pioneiro na época, pois além de suas boas relações, pagava adiantado os direitos autorais e lançava novos autores, que se tornaram os maiores nomes da época. J. Olympio soube explorar a precariedade da então ingrata profissão de escritor que, durante décadas careceu até de legislação de direitos autorais. O profissionalismo de Olympio fez a Garraux fechar as portas.

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Foi nessa época que surgiu em São Paulo a Grande Livraria Paulista, primeiro nome da Livraria Teixeira, dos portugueses Antonio Maria e José Joaquim. Nela trabalhou o jovem José Vieira Pontes, que criou em torno da Teixeira uma clientela culta e famosa. Até o Imperador Pedro II fez uma visita à livraria. Ficou conhecida também por ter iniciado as tardes de autógrafo e a primeira edição de A Carne, de Júlio Ribeiro.
A Teixeira é, até hoje, a livraria mais antiga de São Paulo.

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Reunião Pré-Orwell: Relato!

Ontem tivemos nossa 1° reunião do Clube do Livro de Satolep, e a receptividade foi incrível!

Pauta discutida e decisões provisórias:
– Confeccionar folders do Clube para distribuição na cidade;
– Buscar apoio de livrarias para expansão de acervo, dando chance a todos os participantes de lerem os livros propostos;
– As datas dos encontros serão marcadas nas próprias reuniões, e não ficou estipulada uma frequência estática dos debates literários;
– Preferência de realizar os debates aos sábados;
– Realizar reuniões extra debates para oficinas sobre escritores, estilos literários ou outros assuntos de interesse;
– Debate de livros -> ação: como formar novos leitores? Palestras em escolas? Ações na comunidade? – pauta em aberto.

– Participação na Feira do Livro de Pelotas 2012:
O Clube do Livro de Satolep foi convidado pela direção da Feira do Livro de Pelotas a realizar oficinas em uma Tenda Cultural que será montada pela primeira vez este ano na feira. Serão 19 dias de evento (de 31/10 a 19/11), e poderemos realizar por volta de 6 atividades (6 dias). Foram elencadas propostas de atividades, e por consenso foi formada uma comissão de eventos dirigida apenas à organização de nossas oficinas para a feira, que realizarão reuniões além das ‘gerais’ do clube, composta por:
. Isis Araújo
. Jorge Braga
. Vinícius Paiva
. Rafael Rodrigues
. Victor Menezes
. Augusto Cezar
. Neiva Kaminski

– Foram escolhidos mais dois gestores de conteúdo para o site do Clube, cada um responsável por atualizá-lo uma vez por semana em dias alternados:
. Vinícius Paiva
. Victor Menezes

– Decidida a data para o debate do livro 1984, de George Orwell, para o dia 29 de setembro de 2012, contando com a presença da professora Jaqueline Koschier para ser a oradora inicial, contextualizando o autor e obra.

– Marcada uma reunião para o dia 13 de setembro às 19h no sebo MonteCristo para todos os membros do Clube do Livro de Satolep com o objetivo de continuar a discutir as questões anteriores, dar um retorno de como estão as atividades e preparativos para a Feira do Livro, e acolher novos membros.

Agradecimentos: a todos que compareceram, sugeriram e contribuíram de alguma forma, com seu tempo apertado, com seus afazeres atrasados, para estarem conosco; um agradecimento especialíssimo ao Sebo MonteCristo pela simpatia e acolhida aconchegante aos membros do Clube!

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Feirinha de hoje: agradecimentos :)

Hoje foi realizada a 1° Feirinha de troca e venda de livros! Estamos supersatisfeitos com o resultado, todos se mobilizaram mesmo para levar seus livros e trocar títulos. O feedback foi muito positivo!

Durante a tarde, o Clube do Livro de Satolep distribuiu flyers contando um pouco sobre o clube, e esperamos que na próxima semana mais deles sejam confeccionados para distribuição, pois hoje todos esgotaram-se em menos de 15 minutos!

Em breve teremos fotos aqui, e já adiantamos: dia 30 de setembro ocorrerá mais uma edição da Feirinha. Em breve maiores informações.

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Feirinha de Troca e Venda de Livros

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Um encontro para nos desfazermos de livrinhos que não queremos mais, além de conhecer novos títulos e pessoas :)

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